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Alguém viu por aí?

Uma vez ouvi um amigo dizer: “Já reparou que não vemos mais crianças com gesso no braço?” Eu parei pra reparar e constatei uma verdade. As crianças de hoje não se “quebram” mais… isso demonstra uma mudança social drástica nos nossos dias.

Eu e você somos de uma época em que brincar fazia parte do nosso dia-a-dia. Cair também. Quebrar um osso, se esfolar, perder um dente porque caiu de cara no chão.
Me lembro uma vez, aos 12 anos, que caí de patins na véspera do meu recital de piano. Fiquei com uma “bola” roxa ao redor do pulso. Tive que ir para o recital com a mão enfaixada. Porque as mães naquela época eram “raiz”. “Machucou a mão, vai tocar assim mesmo! E se errar, ainda apanha!”
Na cidade onde eu morava, as ruas em declive tinham aquelas “valetas” na lateral, para a água escoar. Isso é muito comum nas cidades do interior de SP. Quando chovia, a gente deitava nessas valetas pra tomar “banho de cachoeira”.
A gente tomou banho de rio. Comeu fruta no pé, no sítio da vovó.
Viajou no porta-malas do carro, acenando pro carro de trás.
A gente tem muita cicatriz espalhada pelo corpo, e cada uma tem uma história, que contamos como se fosse hoje.

A geração dos nossos filhos têm sido “sequestrada” de sua infância. Precisamos refletir seriamente sobre o que estamos fazendo com nossas crianças.
As crianças de hoje não brincam na rua. Não sobem em árvore, não andam de bicicleta – e, quando o fazem, estão tão cheias de acessórios que mal conseguem pedalar.
Não tomam banho de chuva. Não jogam bolinha de papel molhado no teto. Nem bolinha de lama nos amigos.
Têm nojo de colocar o pé na areia do parquinho, na grama. Vão para a praia com roupa de proteção UV da cabeça aos pés.
Não tomam caldo de cana, nem conhecem sacolé.
Quando viajam, procuram um hotel que tenha wifi e tv à cabo.
Têm agenda para o ballet, o inglês, a aula de informática, teatro, natação, judô… mas não têm hora para brincar.

Que danos isso traz para o futuro deles?
Algumas coisas que observo:
• serão adultos inseguros, pois não desenvolveram sua independência desde cedo;
• serão adultos entediados, que terão dificuldades de se adaptar à rotina do mercado de trabalho, pois não terão inúmeros estímulos diários para se manterem focados.
• serão emocionalmente imaturos, pois nunca tiveram que lidar com perdas e frustrações.
• serão mais estressados e violentos, pois não saberão lidar com a espera;

Nas próximas postagens, falarei um pouco sobre como criar limites inteligentes para os filhos.
Amar ao seu filho não é se anular. Não é fazer todas as suas vontades no menor tempo possível.
Amar seu filho é ensiná-lo a ser dono de sua própria história.

“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.” Dalai Lama

Carla
Carla
Carla Machado é casada com Ronald há 17 anos e é mãe da Lisa, do Levi e da Laís. É palestrante e coach de pais com especialização em Eneagrama, certificada pela International Enneagram Association.

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