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Ser Geek virou “Modinha”

Continuando a falar sobre as coisas que aprendi na última Bienal do Rio, quero falar sobre ser geek.
Pra quem ainda não sabe, sou empresária, dona da Mamãe Geek, uma empresa que oferece material personalizado para outras mamães que curtem a cultura pop, geek e nerd.
Você pode conhecer mais sobre meu trabalho, clicando aqui.

Fiquei feliz da vida quando vi que a bienal deste ano teria um pavilhão todinho para “Geeks e Quadrinhos”.
“Vamos passar o dia lá!”, pensei. O pavilhão deve estar vazio, e com alguns outros pais nerds, com seus filhos. A turma do Mundinho Geek estava lá com atividades muito legais pras crianças e tinha mais uma porção de outros eventos geeks. “Vamos ficar tranquilos, podendo revezar para conhecer o resto da bienal enquanto as crianças curtem os stands”.

Qual não foi minha surpresa, quando descobri que era o pavilhão mais frequentado da feira! Não apenas por conta da #arenasemfiltro (local onde os famosos recebiam os fãs; um caos, uma barulheira só) mas também porque ser geek agora é moda.

Eu sou de uma época que ser geek e nerd era ser estigmatizado. Era sofrer todo dia com “bullying”, quando ninguém nem sabia que existia um termo para isso.
Na época, chamavam a gente de CDF (quem é do meu tempo, sabe. Para os mais novos, dêem uma “googleada”).
Nós, os CDFs, sentávamos nas primeiras fileiras e costumávamos ser os queridinhos dos professores. Não colávamos nas provas e, claro, também não passávamos cola.
Na hora do intervalo, já na adolescência, ao invés de ir pra quadra, eu passava o tempo fazendo “journaling” (é, eu já fazia isso na década de 90, quando isso também ainda não era moda) ou lendo livros.
Tinha pouquíssimos amigos, todos CDFs.
Na faculdade, já no final dos anos 90, foi “bullying nivel hard”. Até que o povo cansou e viu que eu era geek, mas era gente boa. Todos os geeks são. Pelo menos, os geeks da minha época.

Isso tudo me levou a esta reflexão: o problema não é ser geek. Tá cheio de geek por aí! Virou moda.
Meus filhos hoje são mini-geeks. Mas mesmo assim, eles ainda sofrem o mesmo “mal” que eu sofria. Por que?
Por serem diferentes, (leia o post anterior), por gostarem de coisas que a maioria não gosta, continuam passando perrengues como eu passava.

Então o problema está em ser DIFERENTE!
Por que existe essa intolerância ao diferente? Em um mundo tão globalizado, com tantos recursos e acessibilidade a tudo, porque está cada vez mais difícil lidar com as diferenças dos outros?

Acredito que a Bienal dê uma resposta clara sobre isso, e eu conto pra vocês na semana que vêm, na terceira lição que tirei da Bienal

Carla
Carla
Carla Machado é casada com Ronald há 17 anos e é mãe da Lisa, do Levi e da Laís. É palestrante e coach de pais com especialização em Eneagrama, certificada pela International Enneagram Association.

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