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Limites Inteligentes – Parte 2
novembro 15, 2017

Limites Inteligentes – Parte 1

Essa semana eu coloquei no canal do Youtube um vídeo novo, que fará parte de uma série de vídeos sobre limites inteligentes.

Eu hoje percebo que a maioria das mães vive em 2 extremos distintos.

Vou falar hoje sobre o primeiro extremo, as mães altamente permissivas:

Existe um grupo de mães que deixa a criança agir da forma que quer, definir seus próprios horários e decidir seu dia e agenda como se já fosse adulta. O problema dessa geração, nas palavras de Mario Sergio Cortella, é que foi-lhe dada “toda voz”.

Somos de uma época em que a criança não tinha voz. Ou até tinha “alguma voz”. Nossos pais sabiam que, se o pai ou a mãe estivessem conversando, era PROIBIDO adentrar no ambiente, ou se aproximar da conversa.
Nós, que estamos próximos dos 40, já podíamos até entrar, e nos sentar. Podíamos acompanhar a conversa e – quando solicitados (ou SE solicitados) – podíamos abrir a boca e, até mesmo, dar a nossa opinião. Mesmo que fosse do alto da sabedoria dos nossos 5 anos.
O que acontece hoje, citando Cortella, é que os pais deram “toda a voz” para seus filhos. Não só durante uma conversa – as crianças não respeitam mais um “papo de adultos”, querem se intrometer o tempo todo, atrapalhando, chamando a atenção – mas também no dia-a-dia, escolhendo tudo que diz respeito às suas vidas.
Aí você se depara com mães que dizem: “Meu filho só come macarrão, não consigo fazer ele comer outra coisa…” ou “A Gabi estava com sono, deixei ela faltar na escola…”

Eu sou de um tempo que a gente tinha que comer bife de fígado (eu odiava!!!), porque tinha ferro. Ou tomar biotônico, ou usar merthiolate querendo ou não! A gente tomava dipirona em gotas, aquela bem amarga, com água e açúcar, no melhor estilo “guti-guti”, pra não vomitar. Criança não tinha querer, criança obedecia e pronto. E ninguém morreu ou ficou traumatizado por isso. Pelo contrário! Lembramos, com alegria, da nossa infância bem vivida.

Onde é que tudo isso se perdeu?
No intuito de dar “alguma voz” para os filhos, algumas mães inseguras e despreparadas, acabaram perdendo o controle.
Não são poucas as mães que converso que ouvem toda e qualquer opinião, sem filtrar. E passam essa insegurança para os filhos.
Na tentativa de agradar a todos, inclusive e principalmente aos familiares, elas cedem às pressões e se vêem vítimas de suas próprias escolhas, pois criam “reizinhos” que dominam o lar.

No próximo post, vou falar do outro extremo. As mães altamente proibitivas, que, também por insegurança, não deixam que seus filhos façam nada.

Acompanhem nosso blog, todas as quintas, com novas postagens. Até lá!

Carla
Carla
Carla Machado é casada com Ronald há 17 anos e é mãe da Lisa, do Levi e da Laís. É palestrante e coach de pais com especialização em Eneagrama, certificada pela International Enneagram Association.

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