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ONDE ESTÃO AS LUZES DE NATAL?

 


Onde estão as luzes? Onde está a música? Por onde anda a alegria?

O Natal está chegando, mas a cidade continua fria.
As luzes não piscam, as casas não brilham na noite escura.
Não há crianças nas ruas. Não há presentes embaixo da árvore.
Na verdade, não existe árvore.
O que aconteceu com o nosso Natal?

As famílias, separadas pela distância física ou emocional, não se reúnem mais. Os pais, preocupados em garantir "o brinquedo do ano", se esquecem que, para a criança, o mais importante é a sua presença.

Não existem mais árvores montadas, pois elas estragam a decoração.
Se existem, são para ostentar, precisam ser lindas e "fotografáveis".
Não existem mais presentes em volta dela. Eles chegam pelo Correio e as crianças mesmo já sabem o que são, pois elas mesmas escolheram o que queriam.

Não há mais cheiro de biscoito pela casa, de rabanada fresca, de chester temperado assando no forno. As cozinhas de novela também são apenas para serem fotografadas. Nós, as mulheres modernas, não temos tempo para o fogão.
Não há crianças correndo pela casa, não há irmãos, nem tios, nem primos. O filho único, solitário, joga seu Playstation 3 esperando pelo 4 que está chegando pelo Correio.
Os pais, no outro cômodo, escolhem a próxima viagem em família. Um hotel que tenha TV, Wi-fi, cama confortável e muitos lugares dignos de uma postagem.

Não existem mais castelos de areia, guerras de lama, pele ardida de tanto brincar na praia. Não existe banho de cachoeira, escorregar na pedra, ralar o joelho numa trilha.
Não existe esconde-esconde, frescobol, guerrinha de mamona.

Mas esse texto não é pra te deixar pra baixo. Eu quero te contar o que eu realmente penso sobre o Natal. Esse também não é um texto religioso, por isso, não deixe de ler por simples preconceito.

Natal pra mim é:
Simplicidade: não são roupas novas, nem penteados e maquiagem impecáveis. Também não são pratos fartos e árvores brilhantes que servirão pra "bombar" na hashtag.
Natal é família reunida, num momento verdadeiro e despretencioso. É hora de agradecer pelo pão que esteve em nossa mesa todos os dias.
É hora de encontrar o tio barulhento, o cunhado que reclama de tudo, a tia que só dá meia e cueca de presente.
É hora de amigo oculto, de relembrar natais passados, de reviver momentos inesquecíveis. É hora talvez de ressuscitar aquelas fotos antigas, que nos matam de vergonha!
A chegada do aniversariante foi assim. Simples e muito feliz. Ele chegou em uma cidade do interior, bem longe dos palácios, e recebeu visitas de crianças, animais, pastores suados e alguns nerds que viviam olhando para o céu. Seus presentes foram poucos, mas especiais. Seu nascimento foi celebrado sem pompa e por pessoas que talvez fossem indignas para os grandes círculos sociais.

Celebração: não é um aglomerado de pessoas que não se conhecem em uma festa na praia, ou num hotel famoso. Não são selfies bem produzidas, nem música alta.
Natal pra mim são corais de criança, pecinhas, presépio.
É momento de celebrar - o ano foi ruim, a crise parece que não tem fim, o país caminha para um futuro incerto, sim - mas o pão nunca faltou sobre a sua mesa. Mesmo que às vezes parecia que não havia saída, você chegou até Dezembro, com saúde e disposição para mais um ano.
Jesus chegou em uma época em que os Romanos oprimiam o povo. Precisou se esconder no Egito por 3 anos, para fugir da perseguição de Herodes. Mas mesmo assim, na noite do seu nascimento houve festa no céu. Anjos cantaram e uma nova estrela surgiu. Poucos foram aqueles que tiveram o privilégio de assistir, enquanto todos os demais estavam muito envolvidos em seus problemas pessoais.
Erga os olhos! Contemple a celebração. Largue o celular, viva o presente.

Igualdade: não é ostentação, não são presentes caros. Não é estimular a criança a competir pelo brinquedo mais caro, nem pelo maior número de views. Não é viajar pro exterior e depois "não ter condições" de contribuir com aquela ONG que trabalha o ano inteiro com crianças que nunca terão a oportunidade que seu filho teve.
Natal é hora de lembrar daqueles que não podem ter o mesmo que você.
É momento de pensar em dividir ao invés de acumular.
Jesus se "esvaziou" de toda sua glória, para vir habitar em um corpo material. Ele viveu o que nós vivemos, ele sentiu nossa dor. Ele escolheu ser igual a nós. Por que então tratamos os outros como se todos fossemos tão diferentes?

Por que a essência do Natal se perdeu.
Por que as luzes se apagaram.
Por que a simplicidade foi esquecida e a celebração deixada de lado.
Deixamos de procurar nossas igualdades, pra viver as nossas diferenças.
Deixamos a ganância prevalecer sobre a real prosperidade.
Derrubamos as pontes e construímos muros.
Abandonamos a compreensão, para viver a divisão.

Esquecemos que, no fundo, somos todos iguais. Criados à imagem e semelhança do aniversariante. Com todo potencial para viver uma vida de inclusão, de igualdade, de paz e de união entre todos os homens.

Como os anjos cantaram naquela noite, eu continuo acreditando que é possível haver "Paz na Terra e boa-vontade aos homens", assim que todos nós resgatarmos o verdadeiro Natal em nossas vidas.

FELIZ NATAL!
 

DEPOIMENTOS

  • Eliane Santos
    Achei muito importante enfatizar sobre o tempo que a criança passa no celular. Meu filho fica, mas tento colocar limites.
    Eliane Santos
  • Vanuza Barbosa
    A reunião foi muito enriquecedora. A Carla é muito simpática, descontraída e alegre. Gostei muito, todos os pontos foram muito importantes.
    Vanuza Barbosa
  • Fernanda
    Achei que tudo que foi falado foi muito importante, mas a parte que mais gostei foi a de dar mais independência à criança.
    Fernanda
  • Franciele
    O que mais me chamou a atenção no encontro, foi que preciso dizer mais à minha filha que a amo. Ensinar bons princípios a ela e ver sempre o lado bom.
    Franciele
  • Adriana Araújo
    Achei muito interessante a questão de não reagir imediatamente ao que a criança vem nos contar. Às vezes, a criança vem com uma pergunta difícil de responder. Mas vou tentar não julgar de imediato
    Adriana Araújo

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